CRACK
Não há como fugir do problema do crack, que já tomou conta de nossa cidade.
Apesar dos políticos de nossa região não adotarem nenhuma medida realmente eficiente, e só usarem palavras, estas não resolverão o problema.
Pessoalmente, em um primeiro momento, vejo o uso de drogas entorpecentes como a escolha de cada um, certa ou não, não cabe a eu julgar os motivos que levam alguém a fumar um cigarro, ingerir bebidas alcoólicas ou usar as drogas proibidas. Alias, quem sou eu pra isso!
Porém, passa a ser um problema de todos quando o usuário ultrapassa sua pessoa e começa a atingir outras pessoas que não tiveram nada a ver com a opção dele de usar a droga.
O primeiro a sofrer é a família, que acaba compartilhando as alterações de humor do usuário, que vai se expandindo até chegar a agressões físicas ou ao furto dos objetos da casa para conseguir verba para a compra do entorpecente.
O problema se alastra quando atinge outras pessoas que nem laço familiar tem com o usuário, no momento que ele começa a praticar crimes para conseguir obter a droga.
Podemos inserir até mesmo a sociedade como um todo, no momento em que a droga diminui a capacidade de trabalho do usuário, aumenta as despesas de saúde com o atendimento ao usuário ou em acidentes que podem ocorrer, tanto no trânsito como na operação de máquinas por alguém sob o efeito da droga.
Nesse contexto, o maior vilão é justamente o crack, pois é certo que é a droga que vicia mais rapidamente e o declínio do usuário de suas condições humanas é tão veloz quanto o vício.
Entendam, enquanto alguém quer usar drogas, o problema é dele.
Quando o uso começa a gerar problema para outros que não tem nada a ver com o usuário, aí o problema começa a ser do Poder Público.
Ninguém tem que ter sua tranqüilidade, ou seus bens, ou sua integridade física, ou mesmo sua vida ameaçada por um usuário de drogas (nem por ninguém).
Esse é o X da questão.
Não podemos fingir que o problema não existe. Nem acreditar que eles não incomodam ninguém, pois é fato que grande parte dos crimes estão acontecendo devido ao consumo de crack.
Mas o que o Poder Público Municipal tem feito a respeito?
Há tempos em Santos já começaram a se instalar pontos de aglomeração de dependentes, já chamado de Cracolândia.
Um dos pontos mais conhecidos é o da gruta, atrás do Clube dos Ingleses no José Menino, mas há muitos outros pontos espalhados pela cidade, como no bairro Macuco ou até mesmo na praça próxima ao Shoping Praia Mar, onde a poucas semana ocorreram dois homicidios (assassinatos) relacionados ao uso e
tráfico da droga

Bairro da luz em São Paulo, conhecido mundialmente pelo tráfico e consumo da droga.
Podem acreditar que os candidatos a vereador apresentarão “grandes idéias” as vésperas das eleições.
tráfico da droga

Bairro da luz em São Paulo, conhecido mundialmente pelo tráfico e consumo da droga.
Podem acreditar que os candidatos a vereador apresentarão “grandes idéias” as vésperas das eleições.
Em toda a extensão entre o canal 1 até a gruta é frequentado por usuários de crack, e o número de furtos e roubos na localidade é alarmante.
Vamos esperar ficar igual o bairro da Luz em São Paulo? Onde até linhas de ônibus tiveram que ser alteradas por causa dos quase 500 usuários que perambulavam nas proximidades e colocavam em risco motoristas e passageiros.
Mas o que fizeram “os vereadores de sempre”, aqueles que já estão no poder faz tempo, para minimizar os danos?
Então digo eu o que acredito que deva ser feito:
Primeiro temos que contabilizar. Fazer uma estimativa de quantos dependentes temos em nossa cidade.
Desses dependentes, quantos estão em estado avançado de dependência, sendo estes os mais importantes em um primeiro momento.
Depois de sabermos a extensão do problema, chega o momento de destinar verba para o atendimento clínico especializado em tratamento de dependentes.
Sabemos que a maioria não aceita de bom grado a internação, então é preciso reuniões com outros órgãos, como o Ministério Público, e entidades sociais, para considerarmos a possibilidade da internação compulsória.
Lembram quando eu falei sobre Soluções Metropolitanas?
Se pensarmos só em nossa cidade, São Vicente e outras vão “exportar” usuários pra nós.
Então há de ter um esforço conjunto com as outras cidades a fim de que cada um cuide de seu problema.
Às vezes parece que a sociedade se divide em dois grupos radicais quando o assunto é esse.
Um dos grupos é a favor do convencimento espontâneo do usuário, para que ele se deixe levar a uma internação.
O outro grupo acredita que o Estado (ou município) não deveria gastar verba com esse tipo de gente e que se fosse possível eliminariam eles da face da Terra.
Os dois estão errados. Um por ser muito passivo, nos deixando em uma posição de vítima perante o usuário, acreditando que um belo dia ele entenderá a necessidade de se tratar.
E o outro grupo com ilusões autoritárias beirando ao fascismo, que nunca serão aceitas por nossos governantes nem pela sociedade.
Nós, que somos mais esclarecidos, temos que optar por soluções técnicas e viáveis, mesmo que enérgicas, porém humanas.
Infelizmente, a escolha de usar o crack foi do usuário, o cidadão comum não pode sofrer por isso, e o Estado tem a obrigação de solucionar o problema.
Até agora o que temos assistido é o total descaso das autoridades, e vez ou outra vemos na TV casos de mães que acorrentam os filhos em casa para que eles não saiam pra comprar a droga. E depois quem vai presa é a mãe.
Casos de pais que mataram o filho por estarem cansados de serem agredidos, e de filhos que mataram os pais quando estavam sob o efeito do crack.
Está na hora de parar de mentir e agir!





boa sorte esse ano na eleição estou seguindo este blog ja .. abraço andre luiz channel
ResponderExcluirOpa..
ResponderExcluirboa sorte ai =))
Oq precisar, estamos ai.. abçs